Liberação In Vitro e Permeação Cutânea In Vitro
Na I9 Soluções Analíticas, oferecemos essa solução científica de ponta como ferramenta estratégica para garantir a consistência na performance e na qualidade de diversos produtos, seguindo as recomendações de USP , Guia nº 20/2019 da ANVISA, OECD 428, além das diretrizes da FDA e EMA.
Liberação In Vitro (IVRT)
Elaboração de Protocolo Prévio
Antes de qualquer teste, desenvolvemos um protocolo detalhado que considera as características específicas do produto, sua forma farmacêutica (creme, pomada, gel, loção, adesivo, etc.), o tipo de liberação e as propriedades físico-químicas do IFA. O protocolo define a estratégia experimental, os parâmetros a serem avaliados, os critérios de aceitação e a justificativa científica para cada escolha, documento essencial para garantir a reprodutibilidade e a robustez do método.
Seleção de Membrana e Meio Receptor
A escolha da membrana e do meio receptor é determinante para a validade do estudo. Selecionamos a membrana adequada (sintética ou natural) considerando porosidade, compatibilidade com o princípio ativo e capacidade de não reter o fármaco. O meio receptor é definido com base na solubilidade do IFA, garantindo condições "sink", essenciais para que a liberação não seja limitada pela saturação do meio. A temperatura é controlada para simular condições fisiológicas, e cada parâmetro é tecnicamente justificado conforme exigido pela USP <1724> e pelo Guia nº 20/2019 da ANVISA.
Execução dos Testes de Liberação
Conduzimos os testes em células de difusão de Franz (aparato vertical), com padronização rigorosa do equipamento, velocidade de agitação, tempo de coleta e volume da célula receptora. Cada ponto de amostragem é coletado em intervalos definidos, permitindo a construção do perfil de liberação cumulativa do princípio ativo ao longo do tempo. O método é desenhado para ser discriminativo, capaz de detectar diferenças relevantes entre formulações, lotes ou alterações de processo, sem ser excessivamente sensível à variação normal de fabricação.
Elaboração do Relatório Detalhado
Todos os resultados são compilados em um relatório completo e estruturado, que inclui: o protocolo experimental e as justificativas técnicas de cada parâmetro empregado (membrana, meio receptor, temperatura, tempo de coleta, equipamento, agitação, solubilidade do fármaco e poder discriminativo); os perfis de liberação obtidos; a análise estatística e o modelo cinético adotado; e a discussão aprofundada sobre a metodologia escolhida e sua adequação ao propósito. O relatório é elaborado para atender às exigências documentais da ANVISA, FDA e EMA, podendo ser integrado ao dossiê de registro ou apresentado como documento independente.
Permeação Cutânea In Vitro (IVPT)
Você sabe se a sua formulação está atingindo as camadas mais profundas da pele? O estudo de predição da permeação cutânea in vitro é uma ferramenta de alto valor para identificar a habilidade de diferentes ativos presentes em uma formulação tópica em atravessar o estrato córneo e atingir as camadas mais profundas da epiderme e derme, além de avaliar a possibilidade de atingir a circulação sistêmica. Formulações líquidas ou semissólidas de uso tópico: cremes, pomadas, géis e loções podem ser avaliadas, e os resultados fornecem informações valiosas de performance, segurança e eficácia.
Elaboração de Protocolo Segundo OECD 428
O estudo é conduzido em estrita conformidade com o Guia nº 428 da OECD (Skin Absorption: In Vitro Method). Antes da execução, desenvolvemos um protocolo que define o desenho experimental completo: tipo de célula de difusão (estática ou fluxo contínuo), condições de temperatura, duração do estudo, intervalos de amostragem, dose aplicada (finita ou infinita), área de exposição e critérios de integridade da barreira cutânea. O protocolo também incorpora as recomendações do Documento Orientativo nº 28 da OECD, garantindo conformidade técnica integral.
Seleção e Preparação da Membrana Biológica
A escolha da membrana biológica é o aspecto mais crítico do estudo de permeação. Utilizamos pele humana excisada ou modelos animais qualificados (ex.: pele de porco, orelha de camundongo), conforme a aplicação e a disponibilidade. Cada membrana é caracterizada quanto à integridade da barreira por meio da medição da perda de água transepidérmica (TEWL) ou da permeação de um composto de referência antes do início do estudo. A preparação inclui armazenamento adequado, descongelamento controlado e montagem na célula de Franz sem comprometer a viabilidade do tecido. Todo o processo segue as recomendações do CONCEA (RN nº 18/2014) e do Guia nº 20/2019 da ANVISA.
Execução do Estudo de Permeação
O estudo é conduzido em células de difusão de Franz, simulando a aplicação real do produto sobre a membrana biológica. O princípio ativo é aplicado na câmara doadora (compartimento superior) e as amostras são coletadas da câmara receptora (compartimento inferior) em intervalos predefinidos ao longo do tempo. O meio receptor é mantido a temperatura fisiológica e sob agitação constante, garantindo a manutenção das condições "sink". Cada amostra coletada é quantificada por método analítico validado, permitindo o cálculo do fluxo de permeação (flux), do coeficiente de permeabilidade (Kp) e da quantidade cumulativa permeada por unidade de área ao longo do tempo.
Análise e Modelagem dos Resultados
Os dados obtidos são submetidos a uma análise estatística e farmacocinética aprofundada. Determinamos os parâmetros fundamentais de permeação: fluxo estacionário (Jss), tempo de retardo (lag time), quantidade total permeada (Q24h, Q48h, etc.), coeficiente de permeabilidade (Kp) e percentual de dose absorvida. Os resultados são modelados conforme os modelos cinéticos apropriados (zero ordem, primeira ordem, Higuchi, Korsmeyer-Peppas), e a análise comparativa entre formulações teste e referência é conduzida com modelos estatísticos robustos, garantindo a confiabilidade das conclusões de performance, segurança e eficácia.
Elaboração do Relatório de Permeação
Consolidamos todos os achados em um relatório completo e estruturado, que inclui: o protocolo experimental conforme OECD 428; a caracterização e qualificação da membrana biológica utilizada; os dados brutos de permeação em cada ponto de coleta; os parâmetros farmacocinéticos calculados (flux, Kp, Qtotal, lag time); a modelagem cinética e a análise estatística comparativa; e a discussão crítica sobre a capacidade da formulação em entregar o ativo ao sítio de ação. O relatório atende às exigências do CONCEA, ANVISA, FDA e EMA, sendo aplicável a estudos pré-clínicos, registro de produtos, controle de qualidade lote a lote, escalonamento, avaliação de troca de fornecedores e monitoramento de alterações pós-registro.
Por que escolher a I9 Soluções Analíticas?
Expertise em IVRT e IVPT com células de Franz, conforme USP , OECD 428 e Guia nº 20/2019 da ANVISA
Métodos discriminativos e validados, com confiabilidade e reprodutibilidade comprovada
Alinhamento aos princípios dos 3Rs — metodologia alternativa ao uso de animais, conforme CONCEA
Visão regulatória completa — ANVISA, FDA, EMA, OECD e CONCEA
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